quarta-feira, 4 de julho de 2012

Rotina esquizofrênica

    Ontem, após sair de uma consulta com o dermatologista, "a voz" novamente voltou a me incomodar, após longo tempo em que esteve calada. Como relatei em um post anterior, atualmente não tenho mais surtos, porém a mania de perseguição e algumas pequenas paranoias ainda me incomodam um pouco. Acho que estou mais na fase dos sintomas negativos, que é a apatia, o desânimo, a falta de energia, etc. Acho que já passei da fase dos sintomas positivos, que são os surtos e as alucinações. Aliás, alguém poderia me dizer quem classificou como positivas essas  alucinações? Creio que, antes de ter o meu primeiro surto, havia uma parte legal nessa loucura toda,  mas falarei sobre isso em uma próxima oportunidade...
    Voltando ao assunto, estava voltando para casa quando, ao avistar duas mulheres a aproximadamente quarenta metros de mim, ouvi o seguinte comentário:
    - Até que ele é "bunitinho"...
    A voz soou tão nítida em minha mente que no momento nem sequer cogitei que poderia se tratar de uma pequena alucinação auditiva. Fiquei bastante chateado com aquela situação ao voltar no tempo e me recordar de uma época em que morava em uma outra cidade em que realmente era uma pessoa muito comentada.
    " O que as pessoas têm a haver se eu sou bonito ou feio, ou se estou gordo ou magro?". Foram as perguntas que ficaram ressonando em minha cabeça.
    Então peguei meu celular, coloquei os fones de ouvido e botei para tocar uma seleção de músicas do Yanni para relaxar e não prestar muita atenção aos comentários. Aliás, meu celular funciona mais como um tocador de mp3 do que propriamente um telefone mesmo. Se, por acaso um dia ele receber créditos, vai acabar ocorrendo um caso de rejeição, pois o pobrezinho não sabe o  que é isso até hoje..
    Esta música do vídeo embaixo é uma das minhas preferidas do Yanni. Quem ainda não ouviu esse cara vale a pena conferir. Ele é um músico grego e de primeira. E o cara é autodidata! Se aprender música com um bom professor já é difícil, imaginem sozinho. Mas acho que esse cara tem o dom, as músicas dele me acalmam e me fazem relaxar. Muita gente deve pensar até que sou empresário do cara, ou sou pago para divulgar o trabalho dele, mas é que eu gosto muito desse tipo de som, me faz muito bem mesmo.
    Tive que ir ao dermatologista, pois estou com uma mancha roxa no rosto, abaixo do olho esquerdo, mas que não foi provocada por uma pancada. Ele me disse que poderia ser algum tipo de intoxicação. E essa simples palavra foi o suficiente para acender o pavio de uma dinamite que são as minhas paranoias, e cabe a mim, com minhas análises e reflexões, apagar o pavio antes que o fogo chegue até a dinamite.
    "Quem me envenenou?". Essa foi a primeira pergunta que me fiz. No mesmo instante, uma lista com os prováveis "envenenadores" surgiu em minha mente. Como um detetive em busca da solução de um crime começo a fazer a análise da situação. Penso então no cara da lanchonete onde costumo comer um delicioso pudim de leite e outros quitutes da culinária mineira. Fico me perguntando se ele seria capaz de fazer tal maldade com um cliente:
    - "Ele tem cara de ser gente boa, acho que não foi ele não.... Mas, as aparências enganam, tanta mulher com cara de anjo que mata gente, esse cara não iria fazer isso? Bem, após uma longa análise, o tiro da lista, por ele sempre ter me atendido bem.
    Então outro suspeito aparece na lista: o suco que ás vezes tomo no restaurante popular. Chego então a pensar que a empresa que presta serviço para a prefeitura quer me eliminar, pois sempre questiono com algumas pessoas se a comida do estabelecimento não contém um conservante chamado nitro, que muitos dizem que alguns restaurantes o usam. Não tenho certeza, mas acho que esse conservante foi proibido, por ser prejudicial à saúde. Depois pesquisem no google "nitro na comida".
    Analisando cautelosamente a situação, também descarto essa hipótese, pois nunca chego a pegar o primeiro copo que fica enfileirado, então "eles" correriam o risco de envenenar uma outra pessoa.
    Depois de pensar em outras situações, acabo chegando à conclusão de que tudo isso não passou de mais uma paranoia minha mesmo. Já em casa, resolvo trocar as velas do filtro de água, pois elas estão escuras e manchadas. Irei depois a um clínico geral para resolver o problema da mancha no rosto. 
    Então, com mais essa paranoia resolvida, resolvo descansar. Coloco uma bermuda, deito-me na cama e aproveito para ouvir o som do silêncio. Esse simples exercício, às vezes ajuda e muito a colocar os meus pensamentos em ordem.
    A cena das mulheres fazendo o comentário sobre a minha pessoa volta em minha mente e começo a analisar os fatos. A voz era feminina e estava falando em um tom normal, ou seja, não estava sussurrando e nem gritando. Como as mulheres estavam um pouco longe de mim,  seria preciso que elas gritassem para que eu escutasse algo. Então fecho a questão e chego à conclusão que foi mais uma pequena paranoia minha.
    Acredito que esses comentários sejam ecos de uma época em que morava em uma pequena cidade do interior de Minas e realmente era uma pessoa muito comentada. O motivo disso, sinceramente não sei, pois sempre fui um cara reservado e retraído, ou seja, um pacato cidadão mesmo, como me auto defino. Talvez o fato de eu ser da capital tenha sido um dos motivos, sei lá.
pintura óleo "As fofoqueiras" de Rosângela Borges 

    Me recordo que, naquela pequena cidade, as pessoas ficavam se questionando se eu era bonito ou se era feio. Comentavam sobre a maneira de me vestir, se eu estava usando a mesma roupa do dia anterior, etc. Algumas pessoas diziam que eu era um cara “mitido e mascarado”, pelo fato de ser um cara caladão e não ser de muita conversa. Comentavam muito também sobre o meu peso: se engordava, estava feio, e, quando conseguia emagrecer, os boatos sobre o fato de eu estar com AIDS começavam a circular pela cidade
  Não estou aqui querendo culpar os moradores daquela cidade por eu ser esquizofrênico. Porém acredito que o stress gerado por tantos comentários sobre a minha pessoa foi decisivo para que se desencadeasse o meu primeiro surto psicótico, no ano de 2002.
    Sei que nasci com algo que a ciência classificou como esquizofrenia. Constatei isso depois de rever minha infância e adolescência, somando-se também o fato de minha mãe ter tido algum transtorno mental também. Chego à conclusão de que o fator biológico mais os fatores externos(stress) foram os responsáveis para que a latente esquizofrenia aparecesse em minha vida.
    Mas, mesmo assim vou levando a vida, administrando minhas paranoias. Os medicamentos, depois de algum tempo, conseguem quase que exterminá-las, mas o problema é que literalmente eles acabam comigo também. Então, como já disse anteriormente, vou seguindo o caminho do meio, tomando uma baixa dosagem de um antipsicótico "fraquinho" chamado orap. E nunca esquecendo de andar com pelo menos dois comprimidos de diazepan no bolso, em caso de uma emergência, coisa que não acontece a muito tempo. Tenho plena consciência que posso fazer isso, pois não represento risco nenhum à sociedade e, mesmo nas fases agudas dos surtos, não cheguei a ficar agressivo ou fazer escândalos. Acho muita gente "dita normal" muito mais irracional do que eu, mesmo quando estou surtado.
    Volto a dizer que não recomendo nenhuma pessoa que tenha  esquizofrenia ou um  outro transtorno mental qualquer a fazer o mesmo que eu faço. É uma decisão que tomei, após constatar que nenhum medicamento trouxe um custo x benefício interessante para mim. A expressão "cada caso é um caso" tem uma dimensão muito maior quando o assunto é esquizofrenia.
    Se estão cansados ou sonolentos por causa da medicação, conversem com os seus psiquiatras. Quem tem que ser "paciente" são os profissionais da saúde mental Caso contrário, mude de psiquiatra. Só com tempo e paciência é possível encontrar o medicamento e a dosagem certa para cada caso.
    Bem, vou ficando por aqui. A minha intenção inicial era só relatar um pouco sobre minhas pequenas paranoias e se eu não me policiar, acabo escrevendo um livro inteiro.
    O título do post foi "Rotina esquizofrênica", mas não quero dizer que tenho paranoias e alucinações todos os dias e a todo momento. Tem dias que passo sem ter esses pensamentos, e a "voz" ultimamente anda meio calada.
    Felicidades a todos e até o próximo post.

   

22 comentários:

  1. Que legal! Você escreve muito bem... Um grande abraço.

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    1. Obrigado Soraia,apareça sempre aqui no blog
      Um grande abraço pra vc tbm.

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    2. Poxa tenho um caso na família...minha irmã...ela n assume que é doente...ouve vozes o tempo todo e acredita neles...jaqui.

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  2. Vc com certeza é um exemplo pra todos nós, é um guerreiro que não se deixa abater por essa doença. Parabéns amigo e continue assim!!!

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    1. Obrigado Elaine. Claro que nem tudo está bem, tem dias que fico meio pra baixo, mas é passageiro. Hoje em dia ainda sofro com a esquizofrenia, mas aprendi a conviver e lidar com essa patologia. Não fiquei curado, mas procuro me sair o melhor possível em todos os sentidos.

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  3. Adorei seu blog, excelente iniciativa! Muito legal enxergar pelos seus olhos e ouvir, pelos seus ouvidos. Tô seguindo! Abraços!

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    1. Obrigado Pri, acho que faltava alguém assim para falar de esquizofrenia, não que eu esteja querendo aparecer, mas, nós, os portadores temos que mostrar a sociedade que não somos perigosos ou loucos como eles pensam que somos. Claro que é algo difícil mostrar a cara, pois o preconceito é grande, mas se não nos mostrarmos, o estigma e o preconceito continuarão do mesmo jeito.

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    2. É verdade! Por mais que nós profissionais da área lutemos para quebrar este estigma e preconceito, vocês são os verdadeiros especialistas no assunto, pois carregam consigo a experiência, a dor que enfrentam. Falem, lutem, não tenham medo do que as pessoas possam dizer ou pensar! não há nada a perder, só ganhar. Essas pessoas mesquinhas (me desculpem o termo), não sabem da batalha de vocês a cada dia, do incrivel potencial que todos temos (veja que o termo NÓS nesse caso foi proposital, pois não vejo diferença entre VOCÊS ou NÒS e gostaria que todos pudessem enxergar e entender isso). Adriana

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  4. hmm, so pra me redimi, deus nao tem nada haver mesmo com doença nenhuma, eh tanta fraqueza que os remedios e a insonia deixam, e me falam de deus de dia de noite, eu ate sonho que tao me falando de deus, que me deixa mais irritado, acho que eh mais uma idiotice, que vira delirio, deus deve ser respeitado, exista ou nao, uma que, tem mta religiao por ai, e ninguem ia gostar de ler isso etc... bom, peço disculpa a quem tem alguma religiao, por eu ter ofendido deus, eh fraqueza mental, mto remedio, insonia... apaguem meu comentario sobre deus das suas mentes....

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    1. Olá, obrigado por visitar o blog e seguir os meus posts. Acho normal a gente querer extravasar isso mesmo, é muito complicado para nós humanos, entendermos como as coisas funcionam. Respeito a religião de todos, até procuro não falar muito de religião, para não haver discussões,só falei em um post que alguns pastores tendem a colocar qualquer transtorno mental como uma possessão demoníaca e tal, o que piora ainda mais o quadro da pessoa. Apaguei o seu post anterior por respeito as crenças das outras pessoas. Eu acredito em um ser superior, mas me julgo incapaz de entendê-lo. Até na bíblia tem um versículo que diz assim, me desculpem se não for exatamente o que vou postar: " A sabedoria dos homens é loucura para Deus e a sabedoria de Deus é loucura para os homens". É algo parecido com isso, me desculpem se não está totalmente correto o versículo. Continue acreditando em você mesmo e tente seguir o tratamento da melhor maneira possível.
      Abraços

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  5. Eu também Julio já fui meio paranóico ou hipocondríaco com relação a Aids, ou HIV, eu sempre procurava usar camisinha nas relações sexuais que tinha, acho que usei camisinha em 80% de minhas relações e nas que eu não usava ficava encucado, daí teve uma vez que apareceu umas pequenas manchas rochas no dedo do meu pé e começava a achar que estava com Sarcoma da Kaposi que é um câncer que dá em pessoas que tem Aids, acho que vc deve conhecer o ouvido falar nesse cancer, começam a aparecer manchas roxas no corpo da pessoa, mas esse cancer só se dá quando a doença já está muito avançada. Bom até mais abraços!

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  6. Parabéns pelo blog e pelos posts. Tem sido de grande ajuda e fico sempre ansiosa pelo próximo. Acabei de me formar em enfermagem e comecei minha pós graduação em saúde mental. E na verdade, não importa os milhares de livros que uma pessoa possa ler sobre esquizofrenia ou qualquer outro tema, a verdade é que algo escrito por uma pessas que tem essa real vivenda, experiência, vale mais que milhares de livros juntos. Você transmite verdade em tudo o que escreve e me faz sentir mais perto dos pacientes e a entendê-los melhor. Parabéns, de coração te dou meus parabéns. Por favor não pare de escrever, pois assim como eu, sei que está ajudando centenas de outras pessoas também. Adriana

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  7. Obrigado por seguir o blog Adriana, como eu gosto de escrever, não pretendo parar de escrever o blog, pelo menos por enquanto. E como estou vendo que o que escrevo está ajudando algumas pessoas, escrevo com mais prazer ainda. Sucesso ai em seus estudos.

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  8. tambem tenho o memo transtorno. Me identifiquei demais com seu blog, sempre procuro ler... Engraçado, tbm gosto muito de escrever e faço boas redações, mas ultimamente ando meio desanimada. Descobri a menos de um mês a esquisofrenia, é difícil aceitar no começo e tambem aprender a lidar com os medicamentos. Tenho surtos psicoticos bem parecidas com os seus: ouço vozes, tenho mania de perseguição, sempre alguém está fazendo um complo contra mim... Só depois das análises com psiquiatra percebi que nasci com a doença, mas me acompanha desde a infância, mas só a alguns dias tive o primeiro surto. Estou passando por uma fase terrível, mas acredito na superação. Vc com certeza está sendo um bom exemplo pra mim. Também sou do interior de Minas Gerais, estou em Bh me tratando, ao contrario de vc "tive sorte" estou sendo muito bem acompanhada pelo SUS, acredito que devido aos meus surtos serem graves, apesar de não ser agressiva quando ensurtada estou com um quadro depressivo que agrava mais, tive 3 tentativas de suicidio. MInha idade colaborou muito pois so tenho 22 anos e eles estão me acompanhando de perto, fora o resgate do samu na últimama tentativa de suicidio que demoraram mais de 45 para chegarem e eu tomando uma chuva, tipo tempestade, quase entrei em hipotermia, minha PA estava 8X7, mas naum me machequei muito agora estou lutando contra as vozes, vultos e pensamentos negativos, pois tenho uma filha de 1 ano e no momento naum tenho nenhuma condição de cidar dela. mas quero muito me recuperar... Obrigada pela ajuda, é bom saber que existem pessoas que nos compreendem.

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    1. Eu que agradeço pela visita ao blog. Tenha força com certeza você irá passar dessa fase. Qual medicamento você está tomando?

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  9. Me esclareceu tanto a doença ao ler o blog os depoimentoa nos comentários. Eu até entao sou "normal" mas sei la kkkk acho que loucuras todos temos , todos!
    Tenho uma amiga que é "estranha" ela se acha estranha.
    Nao sabe fazer amigos, retraída, pessimista, sempre acha que as pessoas nao gostam dela ou falam mal dela.
    Identifiquei essas caracteristicas aqui no blog, ela ja fez acompanhamento psicologico mas nao houve esse laudo. Vai saber!!! Espero que o psicologo tenha sido responsavel.

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    1. Olá
      Como diz o ditado, de perto ninguém é normal.
      Mas em relação à sua amiga, creio que não deva ter esquizofrenia, pois existem dois sintomas clássicos que são a mania de perseguição e as alucinações auditivas.
      Talvez o que ela tenha são alguns complexos que foram causadas por algum trauma, a infância, etc...
      Obrigado pela visita ao blog e pela participação, os comentários e os depoimentos são muito importantes e fazem parte do blog.

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  10. Boa noite! Fiquei maravilhada com sua humanidade em compartilhar suas intimidades de modo forte, claro e objetivo. Isso é luz e sinal aparente do amor. Obrigada.
    Meu esposo tem um irmão esquizofrênico e ele mesmo está com depressão. Porém, tem apresentado sinais mais acentuados e diferentes de um quadro apenas depressivo.
    Não consegue dormir,tem mania de perseguição, pensamentos destrutivos e tem uma ânsia por perdão. Se acha "O pecador". Porém, é o homem mais doce e amável que já conheci.
    Quero saber sua opinião sobre a probabilidade de esquizofrenia entre irmaos.
    Também,como devo abordar a família dele e dizer sobre a necessidade de outra análise do caso?

    Paz e bem!

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    1. Olá
      Acredito que existe sim uma relação genética mas não determinante nas causas da esquizofrenia. Conheço algumas pessoas com esquizofrenia que têm pais com o mesmo tipo de problema. Mas em contrapartida nunca cheguei a conhecer algum caso em que dois filhos possuem o mesmo tipo de transtorno mental. Falo isso baseado nas minhas experiências nas conversas com outras pessoas. Mas tem um site muito bom que certamente deve ter alguma matéria falando sobre a genética na esquizofrenia.
      Abordar a família creio que não deve ser muito difícil não, tudo depende da relação que você tem com eles. O mais difícil, em alguns casos, é abordar a pessoa que tem esquizofrenia.
      Ao lado tem uma imagem que direciona para um link onde você pode baixar um livro chamado "Entendendo a esquizofrenia" ele é muito indicado para os parentes e pessoas próximas a quem tem esse tipo de problema. É só clicar na imagem "CDE".
      Obrigado pela visita ao blog.

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  11. Júlio,
    Não pare de escrever, me emocionei com seu texto.

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    1. Olá
      Ultimamente não tenho escrito muito, o local onde moro está um pouco bagunçado por causas de usuários de drogas, aí são noites de sono mal dormidas e isso me prejudica bastante.
      Mas também tem o fato de já ter escrito quase 300 postagens, onde falo muito sobre esquizofrenia e outros assuntos. É uma boa ler as postagens antigas, às vezes faço isso, tem muita coisa boa, e algumas até engraçadas.
      Obrigado pela visita ao blog.

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