domingo, 16 de julho de 2017

Antipsicóticos e ganho de peso, como evitar

     Em primeiro lugar, gostaria de dizer que as informações contidas nesta postagem são apenas relatos de minha experiência com os medicamentos e as minhas tentativas de não ganhar muito peso no uso dos medicamentos usados no combate da esquizofrenia.
    Não sou nutricionista, médico, apenas sou uma pessoa que tem esquizofrenia e que sempre foi curiosa sobre alimentação, dicas de saúde, um pouco hipocondríaco até, chegando a ler todas as bulas dos medicamentos que usei e alguns que nem cheguei a usar. Afinal, de médico e de louco...
   Gostaria também de dizer que tudo também depende do organismo de cada pessoa, alguns chegam a engordar, outros nem tanto. E ainda temos que lembrar que algumas pessoas podem ter algum problema relacionado à tireoide, que as fazem engordar sem ingerirem muitas calorias.
   Esse humilde blog que vos escrevo, como disse anteriormente, é baseado quase que exclusivamente nas minhas experiências relacionadas à esquizofrenia, aliadas à um breve estudo sobre o assunto, sempre procurando informações em sites confiáveis e também com amigos com os mais variados tipos de transtornos mentais.
    Mas, afinal, por que os antipsicóticos engordam? Eles realmente aumentam o apetite?
    Em primeiro lugar, vamos ao fator que é o mais óbvio de todos: a sedação, a sonolência provocada por esses medicamentos nos deixam menos animados a praticar qualquer atividade física. Menos exercícios, menos calorias gastas...
    E em segundo lugar, que acredito ser o principal fator para o ganho de peso é o aumento do apetite. Os antipsicóticos mais modernos causam menos efeitos colaterais extrapiramidais (as tremedeiras, enrijecimento muscular, movimento involuntário dos músculos da face, etc), mas, em contrapartida tem o ganho de peso como principal efeito colateral indesejável, em boa parte dos casos.
   Ainda não se chegou à uma conclusão exata e definitiva sobre o que realmente causa esse aumento de apetite em alguns pacientes, mas sinto que seja algo relacionado à região do cérebro responsável pela  saciedade, ou algo mais ou menos parecido. A única coisa que sei é que o estômago parece não ter fundo, e no meu caso passei a comer cerca de 50% a mais do que de costume, para ficar saciado.
    Além do prejuízo estético devido ao aumento de peso, os antipsicóticos mais modernos (olanzapina, quetiapina, risperidona, etc), podem causar também aumento significativo nas taxas de triglicerídeos, colesterol e açúcar no sangue. E, também um certo prejuízo financeiro, pois a vontade que dá é de nos empanturrar com massas, doces e tudo quanto é besteirada que encontramos pela frente. Dá vontade de perguntar para o psiquiatra se ele irá pagar a conta da padaria... 
   Mas o que podemos fazer para amenizar essa situação?
   Em primeiro lugar, converse com o seu médico, caso ele seja aberto ao diálogo e seja paciente. Afinal, quem ter que ser paciente são eles...
  No meu caso, tomo vários cuidados, mas, claro, ainda como muita besteira, fui muito mal acostumado quando criança, a minha avó fazia um delicioso pudim de leite. 
      Mas tomo vários cuidados para manter o meu peso de quando tinha  20 e poucos anos, sempre me peso nas farmácias que encontro pelo caminho.
    As minhas dicas são simples e baratas, que qualquer pessoa desprovida de recursos financeiros como eu poderá fazer:
    1- Água
       Tome bastante água, de preferência meia hora antes e duas horas depois das refeições. Enquanto você está desfrutando daquele rango gostoso da mamãe pode beber água sim, mas somente o suficiente para a comida descer goela abaixo e você não ficar engasgado com aquele feijão tropeiro de sábado. Aqui em Beuzonte se costuma comer o tropeiro também no domingo, na segunda, na terça, na quarta... 
   Não precisa cronometrar o momento de beber a água, não precisa ser exatamente meia hora antes ou duas horas depois, é só uma base mesmo. Dizem que se tomarmos água meia hora antes das refeições conseguir "enganar" o cérebro, pois o mesmo passa a informar ao organismo que o nosso estômago está cheio. E depois das refeições podemos tomar a água quando sentirmos que o alimento foi digerido, para não ficarmos olhando o relógio a todo momento. 

2-Fibras
    Por que as fibras estão na lista, logo em segundo lugar? Vou tentar explicar, de uma maneira simples também, que é costume neste humilde blog. 
      Desde os 16 anos que consumo as fibras. Conheci as vantagens de consumi-las ao ler um livro antigo sobre  alimentação natural. São tantos benefícios para a nossa saúde que não irei relatá-los todos aqui nesta postagem. Mas o principal que sinto é a saciedade que elas nos dão. Sinto que algumas fibras "incham" dentro do meu estômago e quase não sinto fome na parte da manhã, pois faço uma vitamina, que não fica muito saborosa, mas que me faz sentir muito bem, principalmente por ajudar na prisão de ventre. É uma gororoba muito ruim, que batizei de "ração" antes mesmo de aparecer aquela moda da ração humana. O gosto deve ser parecido com ração de cavalo ou cachorro.
  Então vamos à receita da ração humana que é "animal" do esquizo:
  Primeira coisa a se providenciar é um pote grande, para armazenar os seguintes ingredientes:
    -500gr de aveia
    -500gr de gérmen de trigo
    -200gr de farelo de trigo
    -1kg de leite de soja (fica a critério da pessoa usar o leite de soja ou não, pode usar leite comum)
Obs: pode-se diminuir a quantidade da mistura, mas procure manter a mesma proporção. O leito de soja tem que ser o que vem com sabor, pois se usar o sem sabor vai ser difícil de descer pela goela. 
 No lugar do leite de soja, pode usar qualquer outro artifício para melhorar o sabor da mistura, isso depende de cada um, pois também ultimamente se comenta muito que a soja pode fazer mal a nossa saúde, principalmente se for a transgênica.
    Agora é só ir colocando os ingredientes dentro do pote aos poucos, e ir misturando, para que fique tudo bem homogêneo. 
    Com a mistura pronta, coloque um copo de água americano no liquidificador Depois coloque quatro colheres de sopa (ou menos) da mistura, bata tudo e tome rapidamente, pois fica ruim pra caramba. Não se esqueça de sempre tomar muita água, pois as fibras sem a água podem fazer efeito contrário e congestionar ainda mais o intestino, funcionando como uma rolha. Também pode se colocar alguma fruta para melhorar o sabor, mas acho um desperdício, melhor tomar tudo rápido mesmo e depois saborear a fruta sozinha
    Com essa ração sinto menos fome, o meu intestino passa a funcionar muito melhor, sinto-me um pouco mais disposto e melhor na questão muscular. 


3-Limão com água morna
     Há muitos anos que ouvi falar que limão com água morna emagrece. Resolvi testar essa dica, pois devido ao meu problema no pé tenho feito poucos exercícios físicos. Estou tomando há alguns meses e não cheguei a emagrecer significativamente, mas noto que diminui um pouco o índice de gordura corporal, pois tenho comido muito ovo cozido e notei que em algumas partes do corpo as gorduras deram lugar à alguns músculos, principalmente no braço e nas pernas. Tenho 48 anos e posso dar o tchauzinho sem muita preocupação, já a gordura da barriga já é de nascença, apenas deu uma pequena melhorada, com algumas abdominais também. Dizem que se colocar bicarbonato de sódio nessa água os efeitos são ainda melhores, mas recomendo que pesquisem bastante antes de tomar

                                             4- Substituição dos alimentos
      Essa também é uma dica simples e que vejo sempre dar resultado, pelo menos no meu caso. É difícil, mas devemos tentar substituir aquela linda e deliciosa pizza por frutas, de preferência aquelas que dão aquela saciedade; maçã, banana, abacaxi, laranja, etc... 
    Também são bem vindo o iogurte, a granola, gelatina, etc...
    Não devemos confundir regime com privação alimentar, devemos trocar os alimentos e não parar de comê-los. 
    E na internet se encontra ótimas receitas de alimentos menos calóricos e mais saudáveis, já vi até dica de leite condensado saudável. Tem também dicas de pães e bolos sem farinha. Enfim, inúmeras possibilidades de forrar o nosso estômago quando ficamos famintos por causa dos antipsicóticos.
Mas não vou me estender muito nessas receitas,  pois o máximo que aprendi a fazer até hoje foi ovo cozido. A minha tentativa de fazer ovo frito foi um pouco traumática...


       5- Exercícios físicos

    Essa última dica provavelmente seja a mais difícil de ser seguida para quem usa antipsicóticos, devido à sonolência que eles costumam causar. Claro que tudo depende da dosagem e do organismo de cada pessoa. Mas, se de manhã sentes muito sono, nada impede de que faça alguns exercícios à noite, quando estiveres mais disposto.
    Só quem tomou algum antipsicótico é que pode dizer o quanto ficamos cansados, lentos e sonolentos, e às vezes essa dica pode até soar como uma ironia ou algo parecido. Alguns antipsicóticos que tomei me fizeram sentir que estava com uma "dengue permanente". Mas como disse e volto a repetir, tudo depende da dosagem. Talvez o psiquiatra possa diminuir a medicação, caso sinta que seja possível ao notar que o paciente está mais estabilizado. 
    Acima coloquei a imagem da galera andando de bicicleta pois se pudermos aliar a prática de exercícios com a diversão tudo sairá de uma forma mais leve e fluída. No meu caso, jogo um futebolzinho e nem sinto o tempo passar. Além de tirar o stress, a pelada ajuda a botar todos os pensamentos negativos para fora, juntamente com o suor. 
    Sempre seguir essas dicas e hoje em dia estou apenas com um quilo a mais do que quando tinha 25 anos, no momento estou pesando 83kg mais ou menos bem distribuídos em 1.78m de altura. Gosto de me cuidar nessas questões, mas não me privo de um delicioso pudim de leite, de um doce de leite, de um rocambole e de outros quitutes mais da culinária mineira.
      Sinto também que o ômega 3 ajuda na redução do peso.
      https://drrocha.com.br/omega-3-emagrece/
   

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Eu que sou doido? 5



        "Ator" Bruno de Luca é condenado a pagar R$ 15 mil por agressão a recepcionista

    O ator Bruno de Luca terá que desembolsar R$ 15 mil por ter agredido fisica e verbalmente o recepcionista de um hotel em Florianópolis. O episódio aconteceu em novembro de 2009, e agora a 1ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina não só manteve a condenação da primeira estância como aumentou a indenização por danos morais, inicialmente fixada em dez mi reais.
    Segundo o TJ, Bruno chegou ao hotel por volta das cinco horas da manhã, acompanhado de amigos. Outros hóspedes se incomodaram com o som alto e o barulho no apartamento do grupo e fizeram uma reclamação na portaria. O funcionário pediu para que eles diminuíssem a algazarra, mas não foi atendido.
    Quando soube que o caso seria registrado no livro de hóspedes, o ator, acompanhado de uma amiga, foi até a recepção. De acordo com a nota, os dois estavam bastante alterados e aparentemente alcoolizados, e acabaram por agredir física e verbalmente o recepcionista e seu colega.
    Relator da apelação, o desembargador Raulino Brüning considerou que as provas audiovisuais e os depoimentos das testemunhas que presenciaram a cena comprovam que as agressões não foram recíprocas, como alegou Bruno em sua defesa.
    "O estado da etilidade do réu pode até explicar o seu comportamento, mas não justifica sua conduta. A ninguém é dado embriagar-se e, neste estado de desorientação psiconeurossomática, fazer o que bem entende", afirmou o magistrado.
Fonte: UOL  https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2017/07/11/bruno-de-luca-e-condenado-a-pagar-r-15-mil-por-agressao-a-recepcionista.htm

     Resumo do caso
   O ator chegou da balada às cinco da manhã e quis continuar a farra no hotel, o que não é permitido. Ele, ao ser chamado a atenção, se sentiu contrariado, e, por se achar acima do bem e do mal e por ser "ator" da globo, resolveu sentar a porrada no funcionário do hotel, que apenas estava cumprindo suas obrigações. 
    Casos como esse são bem comuns envolvendo os famosos, basta ler os noticiários, seja no jornal impresso, internet, televisão, rádio, etc...
    Na primeira postagem da série "Eu que sou doido" falei sobre um episódio  parecido, envolvendo o ator Marcelo Faria. O global, ao ser barrado na área vip em uma casa de shows, simplesmente resolveu quebrar uma garrafa na cabeça do segurança, que acabou levando seis pontos. 
   Diante desses fatos, me pergunto: "Eu que sou o doido"? Analiso o meu comportamento desde o dia em que me conheço por gente, e a cada dia que passa, me sinto a pessoa mais normal do mundo, principalmente depois dos meus surtos, quando passei a me entender e a me conhecer melhor. Antes de surtar apenas pensava que me conhecia, vivia refletindo sobre a velha frase de Sócrates, e apenas me considerava uma pessoa excessivamente tímida e retraída, com alguns complexos, principalmente o de inferioridade.
   Depois de passar a me conhecer melhor em consequência dos surtos fui me acalmando cada vez mais e uma paz interior tomou conta de mim, apesar das paranoias tomarem conta de minha cabeça. Analiso a minha vida e o rumo que escolhi dar para ela e me sinto um vencedor, apesar de não ter conseguido acumular nenhum tipo de bem material, só o suficiente para me entreter quando estou no meu quarto: uma tv LCD, um home theather, um notebook e um frigobar. O rumo que decidi dar a minha vida é o de uma pessoa que tem a consciência tranquila, a de quem preferiu se retirar dessa mundo enlouquecedor, onde o ter é mais importante do que o ser. Não queria fazer parte desse jogo de interesses que é a vida, se pudesse continuaria a trilhar enquanto tivesse forças os caminhos da estrada real, e, quando tivesse terminado, começaria tudo de novo.
     Às vezes no silêncio do meu quarto, relembrando tudo o que fiz em minha vida, sinto que fiz a minha parte, joguei limpamente o jogo da vida, e talvez por isso não tenha medo de certas coisas que a maioria das pessoas ditas normais têm. Quando você joga limpo você pode desagradar muitas pessoas, o excesso de sinceridade talvez pode ser prejudicial. Então prefiro ficar calado, e geralmente na maioria dos dias dá para se contar as palavras que saíram de meus lábios carnudos(zoação os lábios carnudos shasuashashasuahsuashs).
    Quando estou sozinho, não tenho tantos pensamentos negativos e persecutórios. Me lembro que quase cheguei ao êxtase quando estava caminhando pela estrada real e em um certo momento foi possível ouvir o bater das asas de uma ave no céu. Fiquei ali parado, ouvindo o silêncio por alguns minutos... Não tenho medo de ficar sozinho, convivo bem comigo mesmo e com os meus pensamentos. Já com a maioria dos seres humanos... A convivência não só é perto do zero pois existem as necessidades básicas que somos obrigados a fazer, e, claro, existem humanos que eu tenho o prazer de conviver.
    Também a maturidade ajuda e muito também no combate á esquizofrenia. Com o passar do tempo aprendemos a lidar com certas situações e vamos evitando o que nos estressa. Também passamos a nos acostumar com as vozes  e a sensação que tenho é que elas ficam meio que "desanimadas" quando não conseguem nos desestabilizar como antigamente.
    Na adolescência e idade adulta tive a fase de sair por aí para tomar "umas" com os amigos. Mas não agredia ninguém pelo fato de ser contrariado. A verdade é que não gostava muito de beber, e, para me enturmar com a galera do heavy metal aqui em Belo Horizonte na maioria das vezes fingia que bebia e também fingia que ficava bêbado. Assim tinha uma boa desculpa para explicar melhor as palhaçadas que fazia na adolescência. Não ficava agressivo, apenas dava vazão à criança que ainda estava em mim (estava?) e saia por aí falando com estranhos e fazendo muitas palhaçadas, e às vezes não  me importava de passar por ridículo para fazer os outros sorrirem...
    E também quando estava bêbado não perturbava o sono alheio. Fazia muita bagunça, mas era nos shows e na rua mesmo, coisa de aborrecente mesmo. Quando chegava em casa, já havia gasto todas as minhas energias e queria somente dormir mesmo. 
   O que passa na cabeça desses atores? Falta de humildade, loucura, mania de grandeza? 

                                                    Está todo mundo louco?
    Mas não é somente os atores que cometem alguns atos de violência. Hoje em dia se está matando até por causa de uma cerveja. Os "ditos normais" estão matando até em nome do amor. "Se não for meu, não vai ser de ninguém", é o que afirmam quando tiram a vida de suas parceiras (os). 
   Os seres humanos ditos normais estão matando, estuprando, humilhando uns aos outros. Por esses e outros motivos não tenho vergonha de dizer que tenho um transtorno mental que ficou conhecido no Brasil como esquizofrenia. Não sou violento, não matei ninguém e não tenho o costume de sair agredindo quem quer que seja quando sou contrariado. Sou pacífico e prego a paz e o diálogo para se resolver certas questões. Há alguns dias atrás os vizinhos do meu quarto quase chegaram as vias de fato por causa de uma lavadora de roupas velha. Um queria que ficasse perto do seu quarto, e o outro também, e se não fosse a turma do deixa disso o pau tinha quebrado por aqui onde moro... 
    E também posso garantir que a maioria das pessoas que têm esquizofrenia não são violentas, não são de sair por aí atirando pedra em todo mundo, como a mídia tenta mostrar. A maioria das pessoas que têm esquizofrenia fazem mais mal a si mesmas do que aos outros. Não consegui encontrar uma estatística confiável pela internet, mas o número de pessoas que têm esquizofrenia e que cometem o autoextermínio não é pequeno. Os que tentaram e não conseguiram deve ser alto também. Alguns chegam a cometer atos de violência sim, mas eles não são violentos, eles "estão" violentos por estarem em uma outra realidade, a realidade das alucinações, das paranoias, a de que o mundo inteiro está contra eles.  O que acontece é que a mídia em geral não mostra essa triste realidade, e a internet está sendo o melhor veículo para se informar sobre os mais variados assuntos, apesar de muitos afirmarem que só tem coisas sem valor na web. 

                                                                       Os cuspes
   Uma forma de agressão que acho tremendamente pesada é o cuspe na cara. O cuspe acho tão agressivo quanto um soco na cara.  
    Quando estava perto de surtar, há muitos anos atrás, cheguei a ficar cuspindo no chão, como forma de extravasar a minha raiva, ao ficar imaginando que as pessoas estavam tramando algo contra a minha pessoa. Mas nunca passou pela minha cabeça cuspir em alguém. É uma forma de humilhação muito grande. Infelizmente essa prática é comum, principalmente em jogadores de  futebol, quando estão nervosinhos ao ficarem  em desvantagem no placar. 
é cuspindo que eles se entendem...

    Que eu saiba o único animal que tem o costume  de cuspir é a lhama, que faz isso apenas para se defender . Se você não a perturbar, provavelmente não será alvo de uma cusparada... 

                                                               Não sou santo

     Não tenho a intenção através desta postagem de mostrar que sou um cara certinho, correto. Tenho as minhas falhas sim, mas sempre procurei aprender com os meus erros e atitudes que não pensei direito antes. Até tive uma fase de querer ser o valentão, de querer bater em todo mundo. Mas foi uma fase bem curta, por volta dos oito nove anos de idade, quando estava estudando em um colégio de freiras, aqui em Belo Horizonte. Era uma forma errada que encontrei de descarregar a minha raiva por não ter uma família como a dos meus outros amigos: confesso que na época tinha um pouco de inveja quando via os pais dos meus amigos buscando-os na saída da escola. E então, para descontar, resolvi sair brigando, mas só escolhia os alunos mais fracos do que eu. Na primeira vez que cismei em brigar com um menino mais forte, levei um tremendo soco no meio do focinho que saiu aquele monte de sangue e eu logo percebi que esse negócio de querer bancar o valentão não dava certo não. Podia até ser meio maluquinho, mas não era burro né?
    E continuei errando e continuarei até o resto da minha vida. Mas o fato de ser um ser humano não pode ser um pretexto para os nossos erros, devemos saber separar as coisas. Não tenho lembranças do meu pai e a minha mãe tem problemas de audição, quase não se comunica com as pessoas. Então tive que ir aprendendo com a vida o que a sociedade considerado certo ou errado.
    E posso dividir a minha vida em duas: antes e depois dos surtos. Hoje não tenho mais aquela inocência que tinha até por volta dos 30 anos. Sim, até por volta dessa idade até uma criança de seis anos poderia me enganar. Confesso que tenho saudades dessa época, em que não enxergava maldade em nada, e que saía pelas ruas despreocupadamente, não enxergando a maldade em nenhum lugar. Mas dia menos dia aprendemos e conhecemos a maldade do ser humano, e cabe a nós não entrarmos nesse mundo. Acho que é nessa transição que muitas pessoas piram, quando conhecem a realidade do mundo adulto.
    Procuro tirar proveito de tudo, até das situações mais difíceis. Surtar e enlouquecer me fez entender um pouco de minha confusa mente.
   Nada de ficar lamentando ou procurar culpados, o que aconteceu tinha que acontecer, algumas pessoas, claro que se aproveitaram da situação para me colocarem ainda mais pra baixo, mas não conseguiram.
   Abaixo o vídeo de uma estudante que surtou por volta dos vinte anos de idade. Ela não desistiu e procurou também aprender com a vida e hoje ajuda outras estudantes que estão passando pela mesma situação pela qual ela passou no início de seu problema.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Livro de poesias: Diário de um poeta esquizofrênico


    Acredito que exista uma relação muito forte entre a arte e os mais variados tipos de transtornos mentais. Talvez seja pelo fato das pessoas acometidas pelo sofrimento mental serem um pouco mais sensíveis do que o restante da população "dita normal" pragmática. Talvez pelo fato também de tentarmos enxergar e compreender o que está além do alcance de nossas vistas, de tentarmos entender mais o que sentimos do que o que vimos na rotina do nosso dia a dia.
   Aqui no blog sempre procuro postar a arte de pessoas que de uma forma ou de outra foram acometidas por algum tipo de sofrimento mental. As obras estão na seção que denominei "Galeria de arte". Qualquer pessoa que estiver interessada em divulgar seu trabalho entre em contato comigo, por aqui mesmo no blog, através dos comentários. O único requisito é que tenha algum tipo de sofrimento mental, nada contra os chamados normais, mas é para não fugir da temática deste humilde blog que vos escrevo.
    Neste post exibo o trabalho do poeta e escritor Altieres Rocha, o livro Diário de um poeta esquizofrênico.

Prefácio
Versos esquizofrênicos
    "Com pena ácida, vívida, despida de medos e fragilidades (sensível!) Altieres se faz sentir em poemas que parecem ao mesmo tempo contar e buscar histórias.
    Ele grita "Onde está o meu amor;?" pede "Me dá um colo;" "anda por ruas, reverencia a vida e a morte, o deus e a deusa; faz convites a quem queira conhecer seu mundo repleto de domingos calados, valsas canções, espíritos libertos, dor, vozes e (por que não?) esperança. Ela é sútil, marca o ritmo e o tom dos protestos ditos e não ditos pelo autor.
    Esquizofrênicos são nossos dias, horas, a dor que ocultamos do mundo, a voz que escondemos de nós mesmos.
    Altieres não se cala, não se esconde e nem oculta. Ele é nossa voz.

Roberta Nogueira da Silva Oliveira
Letras (português-inglês), formação em Design Instrucional e estudante de antropologia do feminino e sua relação com o sagrado.

Para maiores informações sobre como adquirir o livro, entre em contato com o autor através das redes sociais:
https://www.facebook.com/alteres.rocha