sábado, 28 de fevereiro de 2015

Boa Sorte filme

Dica de filme
    Sou bastante suspeito para falar sobre filmes que abordam o comportamento humano. Por isso não irei comentar muito sobre este longa, irei apenas postar o link para assisti-lo e a sinopse. 
    Achei um bom filme, um pouco sem graça, mas foi legal. Tem a participação da Deborah Secco e, claro, o diretor do filme explorou bem as cenas de nudez com esta sensacional atriz. Mas não foi por causa disso que gostei, se eu quiser ver mulher pelada tem um monte de site para isso. Aliás, a Deborah estava bem seca neste filme, pois interpreta uma soropositiva que vive em uma clínica psiquiátrica, devido à piração causada pelas diversas drogas que  a sua personagem fez uso. 
   Pelas cenas, dá para perceber que a Deborah usa próteses de silicone sim, pois teve que emagrecer para interpretar a soropositiva, mas o fato estranho é que seus peitos não diminuíram, continuaram bonitos e bem cheinhos. Ou será que existe dieta para emagrecer todo o corpo e o peito ficar ileso?
    O site que tem esse filme é muito bom: imagem com qualidade razoável, filmes ótimos e recentes. O único ponto negativo é termos que nos desvencilharmos das diversas propagandas até se chegar ao play e assim começar a assistir a película.
    Sinopse: O adolescente João (João Pedro Zappa) tem uma série de problemas comportamentais: ele é ignorado pelos pais e se torna agressivo com os colegas da escola. Quando é diagnosticado com depressão, seus familiares decidem interná-lo em uma clínica psiquiátrica. No local, ele conhece Judite (Deborah Secco), paciente HIV positivo e dependente química, em fase terminal. Apesar do ambiente hostil, os dois se apaixonam e iniciam um romance. Mas Judite tem medo que a sua morte abale a saúde de João. 

No meu cantinho...
    Quase três meses em casa. Muito entediado. Pagar aluguel e alimentação com um salário mínimo é coisa de mágico. Na minha opinião, famílias que dependem de um salário não vivem, apenas sobrevivem. Alguns podem dizer que dinheiro não é tudo, e concordo. Mas é um  mau necessário, temos que ter dinheiro para termos saúde neste mundo capitalista em que vivemos. 
   O tédio é sufocante e tenho que confessar que às vezes isso quase que me enlouquece. E não é a esquizofrenia, é a realidade que está me deixando pirado neste caso. Quando fico triste, chego a pensar em tomar um antidepressivo, mas reflito e chego à conclusão de que comprimidos não irão pagar as minhas contas e me dar uma condição de vida melhor. Penso também em tomar algo no lugar do diazepan, como a valeriana, que é fitoterápico, mas o atendimento no sus é muito ruim, vou ter que procurar um atendimento melhor para tentar esse remédio. 
    Não sei bem o que ocorre, mas quando costumo almoçar em restaurantes populares, meu estômago trava, e isso para mim é quase o fim. Me deixa desanimado e com a sensação de que acabei de comer uma tonelada de besteiras. Parece que a digestão fica lenta, quase não sinto fome, como mesmo por obrigação. E o humor da gente vai embora, por isso não quero tomar um antidepressivo, temos que analisar a realidade dos fatos minuciosamente para não tomarmos desnecessariamente alguns tipos de medicamentos. Se um intestino que não funciona corretamente atrapalha o humor de uma pessoa dita normal, imaginem o de um portador de esquizofrenia. Acho que a saúde física deve fazer parte do tratamento da esquizofrenia também, não tem como separar o corpo e a mente, eu sei que esse ditado é mais velho do que tudo, mas até hoje percebo que os médicos não perceberam isso até hoje, só pensam em nos encher de medicamentos, pensando que a esquizofrenia é apenas um problema biológico. 
    A rotina e a impossibilidade de ter uma boa alimentação, me deixam meio que doente. Ter que sair de casa é um sacrifício, uma tortura. Se pudesse e se soubesse fazer comida, ficaria em casa o dia inteiro. Tenho que passar em uma estação do metrô para ir ao restaurante popular, e esse simples fato já me deixa muito mal, principalmente quando os passageiros estão desembarcando e fica aquele monte de gente na passarela. Isso me faz lembrar São Paulo, pois essa "metrofobia" adquiri na capital paulista. O metrô de Belo Horizonte é tranquilo, até mesmo nos horários de pico, não tendo aquele empurra empurra. Só que esse transporte em BH está antiquado, além de lento não tem ar condicionado. 
    Ontem(27/02) e antes de ontem fiquei o dia inteiro dentro de casa. Na quinta feira comi um monte de biscoitos de champagne misturado com leite condensado e toddynho. Coloco o leite condensado em uma tigela, misturo o toddynho e depois vou mergulhando os biscoitos para ficarem amolecidos. Fica uma "dilicia!" Já ontem comi uma caixa inteira de bombons na hora do almoço. Mas, de tarde me deu uma moleza e senti a necessidade de comer algo salgado. Resolvi comprar um miojo e me arriscar na cozinha mais uma vez, após uma frustada tentativa de fazer um omelete super proteíco.
omelete super proteíco: acima, como ele deveria ficar... Já embaixo, o resultado...


    Bem, em relação ao miojo, na primeira tentativa comprei o de galinha caipira, deu tudo certo, só errei ao colocar o tempero com a panela cheia de água e a massa então ficou meio sem gosto. Não desisti e comprei um outro miojo, agora de carne. Segui as orientações, tirei a água e coloquei o tempero. Deixei esfriar um pouco e experimentei. Estava deglutível!!!  Finalmente havia conseguido fazer alguma coisa na cozinha que dava para descer pela goela! Além do ovo cozido, é claro...
    Já estou pensando em fazer um curso de culinária, assim poderei ficar mais em casa, não acho graça nenhuma em sair para almoçar em um restaurante popular. Não que eu seja um cara mitido, não é isso, mas é que meu estômago não se dá bem com comidas desses restaurantes Mas, apesar de ficar dois dias comendo besteiras, estou me sentindo melhor, pois o meu intestino voltou a funcionar normalmente. Dizem que a comida desses restaurantes populares contém nitro,(as palavras em azul são links que informam melhor sobre o assunto) que ajuda na conservação dos alimentos. Já fiz o teste, almoçando em restaurante popular e depois em um outro estabelecimento. No meu caso, quando almocei no popular, fiquei empazinado, e com o estômago preso, quase não tendo fome, tendo uma pequena dor no lado esquerdo da barriga. Quando almocei em outro restaurante, esses incômodos passaram. A verdade é que tenho que achar uma saída para esta situação, não dá para ficar comendo besteira o dia inteiro. Será que vou ter que voltar pras ruas para poder me alimentar melhor? Se não fosse a violência urbana, estaria até hoje viajando por ai com a minha mochila e com a minha barraca...
    Essa história do nitro parece que procede, me lembro que, quando estive em um albergue, a comida ficava no lixo por uns dois dias e não azedava. E ela vinha de um restaurante popular... O feijão eu sei que, se ficar fora da geladeira azeda em um dia. 
vamos assistir um filminho?
      Atualmente estou em paz e tenho um pouco de conforto em meu quarto. Por mim ficaria 24 horas aqui dentro. Fiz uma gambiarra e coloquei a TV e home theater na parede, para aumentar a sensação de espaço, sou também um pouco claustrofóbico. Pendurei as caixinhas de som também, e as traseiras coloquei debaixo da cama, para aumentar a sensação de estarmos em um filme. Quando se tem um tiroteio, por exemplo,  as balas saem em caixas diferentes, algumas na frente e outras atrás, é uma sensação bem legal. Quando passa um helicóptero ou avião, ai que parece que estamos nos filmes de verdade... Só falta agora uma mini geladeira e um ventilador. Instalei um jogo de corrida no notebook e brinquei um pouco na TV, pois conectei o note na entrada HDMI da tela. O meu quarto é como se fosse um bunker, mas não estou fugindo de uma catástrofe nuclear ou sou um traficante procurado pela polícia, sou apenas mais um dos milhares prisioneiros da esquizofrenia. 
    Estou revisando os posts do blog sobre esquizofrenia para colocá-los em um livro que chamarei de "Divagações Esquizofrênicas". O blog fala sobre diversos assuntos e tem mais de 200 posts, e, quem quer os posts relacionados à esquizofrenia tem que dar uma garimpada, apesar de que existem as TAGS na parte debaixo da página, facilitando a pesquisa. No lado direito tem as imagens dos posts mais visualizados sobre o tema, e, para acessá-los basta clicar nelas. Mas muitas pessoas(na verdade umas três) me pediram para fazer este livro, pelo fato de não gostarem de fazer suas leituras na tela de um computador. Achei a ideia muito boa, e estou fazendo este livro, revisando os posts, pois não é simplesmente copiar e colar, tenho que adaptar algumas coisas e fazer pequenas modificações, para que fiquem adequadas ao formato de livro. Creio que o resultado vai ficar bom, não é um livro didático, não tenho pretensões de ser o dono da verdade sobre este assunto tão complicado, mas, devido aos elogios e incentivo que tenho recebido, acabei acreditando que sou um bom escritor... e que o que escrevo ajuda de alguma forma as pessoas, principalmente os familiares e portadores, a entenderem um pouco melhor a patologia da mente dividida. Espero que prestigiem o livro, e que me ajudem no meu próximo projeto, que é uma andança, seguindo os totens do Caminho dos Diamantes, da estrada real. Serão 395km com a minha mochila e com a minha barraca. Esse caminho é bem bonito e estou muito confiante e esperançoso para fazê-lo, mas, infelizmente pagando o aluguel só poderei fazê-lo se juntar grana por mais de um ano, pois não sobra muita coisa no final do mês, na verdade não sobra nada... Não estou pedindo dinheiro, apenas que comprem esse livro que irei disponibilizar, e ainda tem o livro Mente Dividida, que ainda disponibilizo, tanto no formato impresso como em PDF. Para maiores informações, envie um email com o assunto "Livro" para
juliocesar-555@hotmail.com 
   Enfim, esta é a minha vida atual, confesso que estou com saudade de minhas andanças... 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Como deixar o seu PC mais rápido

    Bem pessoal, hoje darei uma dica muito boa e segura para quem tem uma máquina não muito poderosa e quer dar uma boa melhorada em usa velocidade. É uma dica simples, mas que funciona e que não atrapalha em nada o funcionamento de seu computador ou notebook.
    O que não falta na web são dicas sobre esse assunto, mas, por experiência própria, nem todas são confiáveis e às vezes mais atrapalha do que ajuda. 
    O que iremos fazer é apenas desabilitar alguns recursos visuais do windows, ou seja, aquelas frescurinhas que deixam o seu computador com um visual mais bonito. Mas, claro, não vamos desabilitar todos os efeitos, pois alguns deles realmente têm sua utilidade. 
    Essas dicas são para usuários leigos, por isso explicarei passo a passo, não precisam ficar com medo de que ocorra algum problema durante o procedimento.
  
    1-Abra o windows explorer, apertando concomitantemente as teclas do windows e a letra E, ou então clique no explorador de arquivos, que geralmente fica no lado esquerdo inferior da tela. 

    2- Na janela que irá se abrir, clique com o botão com o botão direito do mouse em "meu computador". obs: quando eu digitar apenas a palavrar clicar, fica subentendido que é o botão esquerdo do mouse)
    3- Clique em propriedades
4- Na janela que irá se abrir, clique em "configurações avançadas do sistema"


    5- Irá aparecer outra janelinha, e, na aba avançado, clique em configurações

    6- Por padrão, o windows deixa que o computador escolha as melhores configurações de efeitos visuais, de acordo com o hardware(peças) de sua máquina...

    7- Clique em ajustar para obter um melhor desempenho, você irá notar que todas as caixas de efeitos visuais foram desabilitadas

    8- Para ter um bom desempenho e não prejudicar muito o visual do computador, deixe apenas duas caixas marcadas: 
- mostrar miniaturas em vez de ícones
-usar fontes de telas com cantos arredondados
-obs: essas duas caixas são importantes. A primeira é para se visualizar as fotos. Se ela não estiver marcada, não iremos visualizar as fotos, e sim apenas um ícone indicando que o arquivo é uma foto ou imagem. Já a segunda caixa, é para realçar a fonte do windows, é como se fosse um negrito. Se ela não estiver marcada as letras ficam um pouco fracas. 

9- Depois é só clicar em "aplicar" e depois em ok nesta caixa e na próxima que aparecer. Pronto, seu PC irá ficar menos sobrecarregado de tantos efeitos visuais e não irá perceber tanto a diferença. Caso queira reverter o procedimento, é só seguir o mesmo caminho e depois clicar em "deixar o windows escolher a melhor opção para o computador"

    Depois que fiz este ajuste, notei que as pastas abriam com maior rapidez. O word também ficou mais rápido e não notei nenhuma perda de qualidade expressiva no visual do notebook. 
    Esse é o blog do esquizo, com dicas de informática para ter o seu pc funcionando com mair rapidez. Qualquer dúvida ou sugestão é só postar nos comentários. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A chuva


    No início queria colocar outro título para esse post: "The rain", para ficar mais elegante e chique. Mas, depois de refletir um pouquinho, cheguei à conclusão de que isso era bobeira. Afinal, mal sei escrever e a falar corretamente o português, e vou ficar inventado de postar em inglês?
    Quem lê os posts do blog, quase sem erros, pode pensar que escrevo bem, que sou bom em português e tals. Mas a verdade é que o blog, assim, como o word, tem um corretor ortográfico, que não é 100% confiável, pelo fato da língua portuguesa ser cheia de gírias e regionalismos, mas esse corretor já ajuda e muito.
    Bem, neste post irei falar sobre a chuva, mas não é sobre a crise hídrica em específico. Não sei se é culpa de São Pedro ou dos homens, ou se é desse ou aquele partido político. Está uma baixaria a política no Brasil, ninguém respeita ninguém, e não se sabe quem está dizendo a verdade. 
    Resolvi falar sobre a chuva, pois, quando ela cai, lembranças boas e ruins imediatamente povoam a minha mente. E você, o que sente quando a chuva começa a cair?

Na infância

    Nessa fase da minha vida a chuva era uma festa. E naquela época ela caia sem dó e nem piedade em Belo Horizonte entre os meses de dezembro até março. O rio Arrudas transbordava, causando muitos estragos, e alguns carros acabavam sendo levados para dentro do rio pela enxurrada. Mas, fazendo chuva ou sol, lá estava eu jogando futebol na rua (naquela época ainda dava para se fazer isso). Colocávamos duas pedras para marcar o gol, geralmente era um passo grande, e o jogo era jogado sem goleiro. Era muito bom quando caia aquela chuva de verão, de uma hora para outra, e nos dava aquela refrescada em nossos corpos franzinos. Naquela época o tênis kichute fazia o maior sucesso, sendo a chuteira oficial dos peladeiros do asfalto.

   Estraga prazer...
rua típica de São Thomé das Letras

    Quando comecei a trabalhar como operador de som, por volta dos dezessete anos, a chuva começou a tomar um outro significado para mim. Deixou de ser uma brincadeira para se tornar um inconveniente, pois, quando as águas caiam, o público acabava não indo para o evento no número desejado, e o show ficava meio sem graça, isso quando não era cancelado. E, para piorar, ainda se corria o risco de ter a aparelhagem de som danificada. 
   Entrava em depressão quando chegava janeiro, época de pouco serviço. Quinze dias já era suficiente para tirar férias, geralmente em São Thomé das Letras, onde recarregava as minhas energias com o ar puro do sul de Minas Gerais. O problema em viajar também poderia ser as chuvas, que caiam em abundância neste mês do ano. O dilema era ou não viajar nas férias, com receio de que o sol não aparecesse para curtirmos as cachoeiras ou uma praia. Chegava a pensar que Deus poderia sempre fazer com que as chuvas caíssem de noite e, de preferência durante a noite, ou melhor, de madrugada, onde menos pessoas seriam prejudicadas. 

Nos surtos
    Quando estava surtado, no meio do mato, a chuva parecia ser mais um castigo para mim.  Era o mês de janeiro de 2003. Me lembro bem de uma madrugada em que choveu muito forte, só parando com o raiar do dia. Apesar de ser verão, fazia muito frio naquele lugar, talvez por ser alto, pois tive que subir muito até chegar à BR 040. Estava descalço, usando apenas uma calça daquelas de praticar esportes e de camiseta. Creio que alguns leitores devem estar se perguntando: "Mas por que ele não saia do meio do mato, com aquela chuva toda?" Bem, eu estava surtado e, em minha mente, se saísse do meu refúgio poderia ser morto pelos inimigos que só estavam em minha paranoica mente. Cheguei a fazer uma varredura pelo local, para tentar encontra uma gruta ou caverna, mas em vão. Tive que improvisar um teto entre duas pequenas árvores, juntando galhos e mato seco, mas não adiantou muito. 
    Mas, não sei explicar o que acontece direito nos surtos. Quando estou neste estado, não sofro tanto fisicamente, creio que por estar meio fora da realidade. O frio e a fome não me incomodavam tanto como se estivesse em condições normais. Creio que fiquei cerca de cinco dias refugiado no meio do mato, de início fugindo das pessoas que pensava estar me perseguindo, mas, depois de ficar debilitado, passei a ficar o dia inteiro debaixo de uma árvore, questionando com Deus sobre aquela situação, sobre o que estava realmente acontecendo. A fraqueza funcionou meio que como um sossega leão, parei de ouvir as vozes e fiquei quieto, saindo apenas para tomar água. 

A chuva nas andanças

    Procurei sempre fazer as minhas andanças fora da época das chuvas, mas, na estrada real, quando passei pelo norte do estado de São Paulo e por algumas cidades do sul de Minas Gerais, me deparei com algumas precipitações pluviométricas. E, como ainda era inexperiente na arte das andanças, não estava preparado para essas chuvas. O meu erro foi pensar que o tempo e o clima nas cidades do caminho da estrada real eram exatamente iguais ao de Belo Horizonte. Aqui as estações são bem definidas: verão chuvoso, inverno com um friozinho gostoso (de madrugada se faz uns 16ºC e de dia o sol aparece para nos aquecer). Já no outono e na primavera o clima é agradável e mais ameno. 
    Então, não estava preparado para encarar as chuvas do caminho. Como a maior parte do percurso é feito pelas estradas de terra, fiquei patinando na lama e levando alguns tombos. Não adiantava: se usasse tênis escorregava, se andasse de chinelo, ele ficava grudado na lama. Se ficasse descalço, poderia machucar o pé e correr o risco de ter que abortar a viagem. Às vezes dava para seguir o traçado dos carros, mas mesmo assim era meio complicado. O caminho foi sofrido, mas valeu a pena e faria de novo, sempre quando recordo desse caminho um sorriso aparece em meu rosto, pois as lembranças são muito boas.
    Já na viagem Passos dos Jesuítas, pelo litoral do São Paulo, a chuva foi uma benção. Fiz este caminho no mês de janeiro do ano passado. Pouca chuva, foi o início de ano mais quente na capital paulista desde 1947. Parte do caminho é feito em Br's, e, no asfalto a sensação térmica é um pouco maior do que o que o termômetro indica, creio que deveria estar na faixa dos 40ºC. Certo dia, quando a chuva caiu, apenas coloquei a capa na mochila e continuei o caminho, sentindo o prazer daquela refrescância vinda dos céus. Até aproveite e lavei o meu cabelo andando mesmo...

 A chuva hoje
essa cachoeira é linda, mas, quando passei por ela, estava com pouca água...
    Hoje em dia não reclamo mais da chuva, apesar de sempre lembrar dos maus momentos que tive no meio do mato quando estava surtado. Até quando chove no jogo de corrida do PC, aquelas cenas voltam em minha mente. Mas quando vejo a grama por faltar em parques ou uma cachoeira com água escassa, coloco em minha cabeça que não podemos mais reclamar da chuva. Hoje até gosto quando ela cai, pois, como não faço nada, fico assistindo filminho debaixo da coberta. Não ligo mais para certos detalhes, para mim tanto faz como fez. Não sei se é a maturidade ou o fato de ter passado por situações complicadas, mas, atualmente, já não me importo com muita coisa que vivia esquentando a minha cabeça antes dos surtos. Acho que surtar me fez bem neste sentido, pois hoje sei quem sou e não me preocupo tanto com o que estão pensando ou falando de mim, o que era o meu ponto fraco antigamente. 
    As pessoas, não sei por que (falta de assunto?), vivem reclamando do tempo. Reclamam quando está fazendo calor, reclamam quando chove, e também quando está fazendo frio. Não sei o que elas realmente querem.
      Enfim, não tem como ficar indiferente a chuva. Alguns ficam tristes e melancólicos, já outros gostam do cheiro da terra molhada, do frescor que ela nos traz, o ar parece que fica mais puro... 
   Aprendi, que, assim como o tempo, devemos deixar as coisas em nossas vidas acontecerem naturalmente. Não estou dizendo para ficarmos parados, esperando tudo cair do céu, mas temos que parar de ficar reclamando de certas coisas, pois de tudo podemos tirar proveito, até de acontecimentos negativos. E deixa a chuva cair...

-Música: "Chove chuva"
-Artista: Biquini Cavadão

-Obs: como no blog falo sobre diversos assuntos, estou fazendo uma seleção dos posts mais visualizados e comentados, mas somente os que estão relacionados ao tema esquizofrenia. Estou no momento adaptando os textos para o formato de livro, pois no blog a linguagem é um pouco diferente, coloco vídeos e imagens para melhor ilustrar algumas situações, etc. Enfim, estou revisando e fazendo pequenas modificações em alguns posts para serem colocados em um livro, e creio que dentro de um mês estarei disponibilizando-o para quem se interessar. O título será "Divagações esquizofrênicas" e, como já disse, falará somente sobre esquizofrenia, com a seleção dos posts mais visualizados.
Já o livro Mente Dividida continuo disponibilizando normalmente, para adquiri-lo basta enviar um email com o assunto "livro" para  juliocesar-555@hotmail.com

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Como estrelas na terra

    Certo dia desses, tomado pelo tédio cotidiano, resolvi abrir a página inicial do youtube, para tentar achar algo interessante que me ajudasse a me tirar desse estado de apatia e torpor.
    O youtube geralmente recomenda alguns canais, alguns até com uma certa insistência. Desde que me mudei, há quase dois meses, na seção de música os vídeos de uma dupla de breganejo não saem da página inicial. Os vídeos de um tal de Henrique e Juliano são recomendadíssimos(pra quem?). Creio que a google poderia ter uma página inicial de recomendação de vídeos baseada no histórico de navegação do usuário. Difícil? Que nada, hoje em dia, os navegadores reconhecem até comandos de voz, o windows 10 tem esse recurso, mas só em inglês e ainda está na fase de testes.
    Também na página inicial tem os vídeos de um  canal que é muito recomendado e está lá desde que me mudei. Não sei o nome do canal, mas desisti de assisti-lo só de ler o título de alguns vídeos:
"Com quantos caras já transei?" e "Chupa otário!" são alguns desses vídeos.
    Na página inicial também sempre aparece os capítulos da novela Chiquititas, do SBT...
    Ai me pergunto, será que isso é pago?
    Até que em relação a filmes e músicas noto que algumas vezes aparecem recomendações baseadas no nosso histórico de navegação do  youtube, e consegui achar ótimos filmes nesse site.
     E um deles foi "Como estrelas na terra". Baixar filmes pelo youtube tem suas vantagens, pois, podemos, além de olhar a sinopse , ver os comentários de quem já assistiu o filme. E esse filme, em específico, foi muito elogiado e não tive dúvidas em baixá-lo para assistir na tv.

Resumo do filme


    No início, ele não entusiasma, nos dando a impressão que se trata de um filme infantil e sem graça. E, no meu caso, ainda tive o preconceito pelo fato da "película" ser produzida na Índia e de ter somente atores daquele enorme país. Engano meu, o filme não é bom, é excelente! Além de ter um  elenco  razoável, tem uma trilha sonora legal, vou até baixar algumas músicas indianas contemporâneas.
    O filme conta a história de Ishaan, um garoto de 8 anos que não consegue se dar bem na escola. Repetiu a terceira série e não conseguia tirar boas notas em nenhuma matéria. Ele alegava que as letras dançavam e que, por causa disso, não conseguia ler e nem entender os textos.
    Seus pais e nem os professores o entendiam, achando que se tratava de um garoto indisciplinado e preguiçoso. Como estava prestes a repetir a terceira série, foi levado para uma escola super conservadora e muito rígida, o que só piorou a situação. Incompreendido pelos novos professores e longe da família, Ishaan foi cada vez se isolando de tudo e de todos em sua volta, vivendo em seu mundo de fantasias. A situação parecia não melhorar, até o momento em que um professor temporário chega na escola e logo percebe que o garoto tem dislexia. Mas, apesar disto, o professor acredita que ele possa se tornar um excelente aluno, pois ele é inteligente e muito criativo.
    Então, o novo professor resolve ajudar Ishaan, com aulas extras, muita paciência e carinho.
    Com muito esforço, o garoto aprende a ler e se torna um excelente aluno em todas as matérias, além de desenvolver o dom que tem nas artes, principalmente a pintura.
    É um belo filme, que recomendo a todos que assistam, apesar da longa duração(2:42:25). Mas o longa é tão bom que nem sentimos o tempo passar direito. Tem alguns filmezinhos de uma hora que parecem que são intermináveis...
    Apesar da  dislexia não ser um transtorno mental, resolvi postar sobre esse assunto, pois é um distúrbio que, como a esquizofrenia, pode trazer sérios prejuízos à vida do indivíduo, principalmente no convívio social e na relação com a família. Conheci um disléxico em Ipatinga-MG, quando frequentava um centro de convivência para pessoas portadoras de sofrimento mental. Ele vivia em seu mundo, apenas perguntava sobre alguns assuntos, principalmente sobre sexo, pois, apesar de ter cerca de uns 30 anos, ainda era virgem. Parecia ter um complexo de inferioridade enorme e que a sua família não se importava muito com ele, pois creio que existem métodos para que um disléxico possa aprender a ler.
    Mas infelizmente a vida não é um filme em que tudo acaba bem e todos são felizes para sempre. Nem sempre aparece alguém como o professor para ajudar os que precisam, principalmente na infância e adolescência, épocas em que mais precisamos de compreensão. Nos grupos do facebook percebo claramente que existe uma falta de diálogo entre os portadores e suas famílias.
    O mundo de hoje é muito competitivo, e exigente. Temos que ser perfeitos, lindos, ter um ótimo currículo e bons estudos para estarmos aptos para o mercado de trabalho. Não há espaço para os diferentes. O indivíduo hoje tem que abrir mão de sua individualidade se quiser fazer parte do sistema e fazer parte do mercado de trabalho. A sociedade infelizmente não sabe lidar com as diferenças.

o ator principal se parece com o dentucinho gaúcho...

Disléxicos famosos
deve ser difícil, mas não impossível vencer a dislexia...


Falta pouco...

o leitor que acessar pela ducentésima milésima vez ganhará um prêmio...
     Esse post não é para sair contando vantagem de mostrar para as pessoas o número de visualizações do blog. É apenas para agradecer o carinho de todos que postam nos comentários. Não ganho nada com o blog, além do reconhecimento de que estou fazendo algo que de certo modo ajuda algumas pessoas. Logo no início, quando o blog alcançou vinte mil visualizações, estava com a ideia de parar, pois senti que o tema esquizofrenia já havia se esgotado e não teria mais o que postar.
    Mas algumas pessoas pediram para continuar e resolvi seguir em frente, sem nenhuma pretensão. Hoje estamos prestes a alcançar esta marca que, para mim é uma grande vitória. Afinal,  há cerca de 13 anos atrás estava quase tendo um encontro com a  morte e hoje escrevo e procuro da maneira que posso ajudar as pessoas que estão passando hoje o que passei naquela época.
    É um blog meio sem regras, não tenho a pretensão de ser o dono da verdade, pois posto apenas o que sinto e o que penso. Não tenho a fórmula de como se lidar melhor com a esquizofrenia, mas, como paciente e portador, sei que ainda falta muita coisa para se melhorar, principalmente no Brasil, quando o assunto é o atendimento feito pelo sus na área da psiquiatria.
    Não sei até onde vou com esse blog, mas é algo que me faz bem. Gosto de escrever e, se estiver ajudando alguém, isso se torna uma atividade mais prazerosa ainda. Recebo algumas críticas, e procuro filtrá-las. Algumas são construtivas e procuro tirar algum proveito. Outras pessoas criticam só por criticar mesmo, mas esses são uma minoria que nem deveria estar citando essas pessoas.
    No mais, obrigado a todos e espero continuar, até quem sabe as 300 mil visualizações, mas, isso é o que menos importa. O principal é que o blog ajuda um pouco as pessoas a entenderem o que é a esquizofrenia, de uma maneira simples, mas que é de coração. Afinal, a esquizofrenia já é um transtorno complicado, então para que usar termos mais complicados para defini-la e mostrar aos interessados?
    Creio que alguns profissionais da área da saúde mental não devem estar gostando das críticas que faço, mas as faço por que, como portador, sei que ainda falta muita coisa para se melhorar, principalmente ouvir mais o paciente e tentar aprender com eles. A consulta pelo sus geralmente é uma via de mão única. os profissionais não aceitam opiniões no tratamento, não tem paciência em alguns casos, e falta diálogo. Deveriam se espelhar em países onde o tratamento da esquizofrenia tem obtido melhores resultados. Os medicamentos são importantes, mas não é tudo no tratamento.
Meus posts já foram proibidos em alguns grupos do facebook justamente pelo fato de criticar esses fatos, mas, a internet é democrática e no blog posto o que penso e o que creio que seja o melhor para o tratamento dessa patologia. Não poderia deixar de agradecer aos grupos que publicam os meus posts, pois, sem essa ajuda, não teria chegado à esse número tão expressivo.
    E o meu muito obrigado principal vai para vocês, os leitores, como não poderia deixar de ser. Escrever um blog e ter esse contato me fez sentir melhor, me fez sentir útil de alguma maneira. Infelizmente não tenho respostas para várias questões sobre a esquizofrenia, mas a única palavra que posso deixar é de que não desistam de encontrar o caminho para melhor conviver com esse transtorno.
o blog tá ficando internacional...